Reabilitação no AVC

As sequelas resultantes do AVC poderão ser múltiplas, nomeadamente a nível físico, cognitivo-comportamtenal e emocional. Assim, será indispensável a intervenção de uma equipa multidisciplinar de profissionais especializados em diferentes áreas (medicina, enfermagem, fisioterapia, terapia da fala e ocupacional, psicologia, neuropsicologia, nutrição, serviço social e cuidadores formais ou informais) para potenciar a recuperação e facilitar a reintegração no ambiente familiar e social.

De acordo com a National Stroke Association:

10
10% dos sobreviventes recuperam quase integralmente
25
25% recuperam com sequelas mínimas
40
40% apresentam incapacidade moderada a grave que necessita de acompanhamento específico
10
10% necessitam de tratamento a longo prazo numa unidade especializada
15
15% morrem pouco depois do episódio
14
14% dos sobreviventes têm um segundo episódio ainda durante o 1º ano

A recuperação das funções afetadas pela lesão cerebral depende, primariamente, do tipo, da extensão e gravidade da lesão, mas também da rapidez, intensidade e diversidade dos cuidados prestados na fase de reabilitação. Desta forma, torna-se importante que o sobrevivente de AVC seja avaliado por uma equipa de profissionais das diferentes áreas de intervenção, por forma a monitorizarem a evolução da reabilitação que poderá ocorrer durante meses ou anos após o AVC.