Fatores de Risco

Fatores de Risco
Não Modificáveis

Existem fatores que não são possíveis de controlar, mas aumentam o risco de AVC, tais como:



Idade

O risco de AVC aumenta com a idade. Uma das razões para que isso aconteça é o facto de com o envelhecimento as artérias se tornam mais endurecidas e estreitas. Apesar deste maior risco, pessoas com menos de 65 anos incluindo crianças e bebés também podem sofrer AVC.



Género

O AVC é mais frequente nos homens, apesar disso existem riscos específicos para as mulheres.

— Níveis altos da hormona estrogénio podem aumentar o nível de coagulação do sangue.
— Durante a gravidez, as alterações hormonais causam alterações no sangue e nos vasos sanguíneos, as condições de saúde como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional podem também aumentar o risco de AVC.
— As mulheres tendencialmente têm AVC mais tarde na vida do que os homens, isto sobretudo porque normalmente vivem mais tempo. O risco aumenta após a menopausa.



Hereditariedade

O risco é maior quando um familiar próximo já sofreu um AVC.



Etnia

Pessoas com origem do sul da Ásia, africana ou caribenha tem uma maior probabilidade de sofrer de hipertensão arterial e diabetes, conhecidos fatores de risco de AVC.



Fatores de Risco
Modificáveis

Muitos dos fatores de risco de AVC estão relacionados com o estilo de vida e, por esse motivo são considerados modificáveis, tornando o AVC uma doença prevenível. É também da máxima importância o controlo das diferentes patologias relacionadas com o AVC.



Hipertensão Arterial

A Hipertensão Arterial ocorre quando o sangue exerce uma pressão elevada na parede dos vasos sanguíneos.

Dada a pressão elevada que o sangue coloca nos vasos sanguíneos na hipertensão arterial, há um aumento de probabilidade de haver um bloqueio por coágulo sanguíneo ou um derrame devido ao enfraquecimento dos vasos sanguíneos.



Diabetes

A produção insuficiente de insulina pelo organismo ou a insulina não produzir o efeito desejado, aumenta os níveis de glicemia (“açúcar”) no sangue.

O aumento dos níveis de açúcar no sangue tem como o endurecimento e estreitamento dos vasos sanguíneos aumentando probabilidade de bloqueio.



Tabagismo

Fumar pode aumentar a pressão arterial, a espessura do sangue e o nível de colesterol, além disso, reduz os níveis de oxigénio presentes no sangue e favorece a formação de coágulos sanguíneos.

As substâncias químicas presentes no tabaco (mais de 4mil) podem ser absorvidas pela corrente sanguínea e, consequentemente levar ao estreitamento e endurecimento dos vasos sanguíneos (aterosclerose).



Alcoolismo

O consumo excessivo de álcool aumenta o risco de hipertensão arterial, excesso de peso, fibrilação arterial e altera a forma como o corpo responde à insulina (diabetes tipo 2).



Dislipidemia

O colesterol é uma gordura produzida pelo corpo e também absorvida na ingestão de alguns elementos.

Na existência de uma quantidade excessiva de colesterol no sangue, a gordura acumula-se na parede dos vasos sanguíneos, a chamada aterosclerose, que consequentemente pode bloquear o fluxo sanguíneo ou até mesmo criar coágulos sanguíneos.



Excesso de Peso

O excesso de peso contribui para o aumento da pressão arterial, colesterol, diabetes tipo 2, e patologias cardíacas. Um preditor importante é o perímetro abdominal!



Sedentarismo

A falta de atividade física aumenta o risco de patologias associadas ao AVC como diabetes, hipertensão arterial, excesso de peso e colesterol alto. O exercício físico melhora o fluxo sanguíneo e previne o estreitamento e obstrução dos vasos sanguíneos.



Stress Psicossocial

O stress encontra-se associado a um maior risco de pressão arterial e patologias cardíacas e consequentemente relacionado um maior risco de AVC.



Fibrilação Auricular

A fibrilação auricular causa batimentos cardíacos rápidos e irregulares e pode provocar a formação de coágulos sanguíneos e posteriormente a possibilidade de entupimentos dos vasos sanguíneos.